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  4 meses atrás

Despenalização da Eutanásia
Fechado

Não sei se já houve tópicos sobre o assunto agora em voga: a Eutanásia; se houve peço desculpa e este tópico não tem o intuito de acumular pontos; apenas reflete aquilo que muitas vezes eu quero dizer mas não sei como, sim porque já vivi de perto o sofrimento desesperado de quem só quer morrer e cujo egoísmo alheio não permite.
Eu sou completamente a favor, respeito quem não seja mas que se decida depressa.
Encontrei este texto de uma enfermeira que acho ser "food for thought", está copiado na íntegra porque palavras minhas alterar-lhe-iam a mensagem vivida na primeira pessoa.
Opinem se acharem que devem.

"A enfermeira Carmen Ferreira recorreu ao Facebook para partilhar um texto com o seu ponto de vista sobre a eutanásia. «Aqui ando, a discutir o direito de morrer com gente que nunca viu sofrimento sem ser em filmes e que acha que com cuidados paliativos tudo se resolve», pode ler-se:

Sou enfermeira. Há dez anos que todos os dias convivo com a dor, a morte e o sofrimento. Sei exatamente a que cheira a miséria, conheço de cor o cheiro ácido das melenas e continuo a arrepiar-me com o cheiro putrefacto de algumas úlceras de pressão.

Ainda era estudante, do último ano da licenciatura, quando, em contexto de paliativos domiciliários, vomitei no quarto de uma doente. Porra, tudo ali gritava morte. Aquele cheiro ainda hoje me assombra. A merda, a bílis, o exsudado e os tecidos mortos das feridas. Não aguentei.


Mas depois aqui ando, a discutir o direito de morrer com gente que nunca viu sofrimento sem ser em filmes e que acha que com cuidados paliativos tudo se resolve. Como se os melhores paliativos do mundo mudassem o facto de alguém estar preso a uma cama, a comer por uma sonda, a urinar por outra, a sujar fraldas atrás de fraldas e a criar escaras que, sim, às vezes são inevitáveis. Como se os paliativos mudassem a realidade de quem tem que respirar 16h por dia, através de um buraco que os médicos lhe abriram na garganta, com a ajuda de um ventilador.

Não é uma questão de não ter dores, de ter uma linda vista para o rio ou a família por perto. É uma questão de não querer, de não aceitar, viver assim.

Atrás das secretárias ou dos ecrãs de computador, lá onde não chega o cheiro da morte e onde não se ouvem os gritos das dores que a morfina não resolve, é fácil opinar. É fácil falar bonito sobre as escolhas dos outros quando temos umas pernas que nos obedecem, quando a incontinência para nós é apenas uma palavra usada nos anúncio das fraldas e quando a pior dor que já sentimos se resolveu com tramal.

Difícil é estar lá, dar a mão a essas pessoas e dizer-lhes que, mesmo contra a sua vontade, terão que continuar a sofrer. Porque alguém decidiu por elas sobre a sua própria vida. Porque alguém decretou que não estão capazes de decidir por si mesmas ainda que as suas faculdades cognitivas estejam intactas.

É, eu também tinha opiniões muito romanceadas antigamente. Mas acho que as vomitei todas em Fernão Ferro, na casa da doente de 41 anos que apodrecia numa cama e que repetia incessantemente duas palavras: «deixem-me morrer.»

Fonte:
https://www.novagente.pt/eutanasia-
Responder

zdejota

  4 meses atrás
sem tirar nem por, exactamente isso! o aborto, como diz a afradinho tambem foi uma lufada de ar fresco, muita mulher tomou consciencia como nao vi ha muito tempo, que "brincar" da direito a sarilhos. cada vez menos abortos ha e cada vez mais planeamento familiar esta em voga por todo o pais, para mim e uma conquista, adorava profundamente que a eutanasia fosse outra, porque nao vou ser como a minha mae a apodrecer numa cama de hospital, nem pensem!
no judaismo, a vida a sagrada,(tambem nao aceita a eutanasia), mas tambem fomenta que o sofrimento nao faz parte dela, portanto ha aqui um paradoxo que posso explorar se tiver uma besta dum rabino me ditar "que na ta torah" que posso muito bem manda-lo para a real p£$"£ que pariu...e que va ler a torah outra vez!
0 comentários

afradinho

  4 meses atrás
Isto é como a despenalização do aborto. Por ser autorizado não vão começar aí a abortar sem mais nem menos. E a despenalização da morte assistida é uma maneira de livrar gente que sofre e que por vontade própria deve partir. Eu sou a favor.
0 comentários

penedo.fmg

  4 meses atrás
Para mim a questão é simples.....deve existir na lei a possibilidade de poder morrer com dignidade.....esta possibilidade não quer de todo dizer obrigatoriedade, mas sim bom senso e respeito próprio e alheio...
0 comentários

M4102987

  4 meses atrás
Como já disse num outro tópico eu sou totalmente a favor da eutanásia. Sou contra o sofrimento e a favor de uma morte digna. Acho que todos têm direito a morrer com dignidade, pelo menos aqueles que assim o desejarem. Infelizmente já vi pessoas a sofrer a quem disseram que nada havia a fazer. Não me venham falar em cuidados paliativos, pois os cuidados paliativos não tiram o sofrimento da pessoa. A pessoa pode não ter dor física, mas não tem vontade de viver, não consegue fazer nada sozinha. Isso não é viver.
A despenalização da eutanásia não vai obrigar ninguém a ser eutanasiado, só é quem quer, por isso não faz sentido nenhum as pessoas estarem contra, têm que pensar no direito das que querem morrer dignamente. Eu se estiver a sofrer quero ser eutanasiada, se não for em Potugal terá que ser noutro país, também já pensei fazer o testamento vital.
É também de lamentar que haja lista de pessoas em espera para morrer dignamente na Suíça, onde poderiam morrer em Portugal, junto com a sua família.
Espero sinceramente que a eutanásia seja legalizada em Portugal.
0 comentários

19600906

  4 meses atrás
O problema é se abrimos uma caixa de pandora com a despenalização. Mete alguma apreensão as seguradoras e a medicina privada. Ou existe dinheiro ou a vontade de viver apesar de tudo não vale nada. Pensem nisso?!
0 comentários

C2184586d

  4 meses atrás
Deus deu a vida, a medicina cabe tratar da melhor forma e não tirá-la.
1 comentários

MCG73

  4 meses atrás
Acabei agora mesmo de ler este texto no facebook. De facto, "quem está fora racha lenha" e por isso sou a favor que cada um de nós tenha o direito de poder escolher se quer viver em sofrimento constante e atroz ou se quer morrer. Aqueles que estão muito aflitos e que se dizem pró-vida que descansem porque ninguém os vai obrigar a optar por essa solução. Serão livres de optar por aquilo que mais querem mas a diferença é que os outros também o poderão fazer.
2 comentários

1845574

  4 meses atrás
Tinha lido esse mesmo texto, que em nada mudou a minha opinião porque já era exatamente essa... De que vale viver se não for viver? É o que penso... É lógico que cada um é livre de ter a sua opinião ou crença, até porque acredito que a maioria é mesmo por crença, mas acho que todos temos direito à vida e para mim, existir não é viver... Então quando ouço a desculpa dos velhinhos "salta-me a tampa"... Estamos a falar de uma escolha, de quem está em sofrimento constante, de quem não tem salvação e cujo destino é definhar até à morte e isso não é vida, ninguém merece "existir" assim... Sei que são assuntos discutíveis, sei que há sempre a eterna esperança de melhorias ou pelo menos há quem se agarre a essa desculpa, mas que ninguém acredite que alguém que pede para morrer, o faz de forma leviana, ninguém quer morrer, querem sim acabar com uma vida de sofrimento que não passa disso, de sofrimento e que já não faz sentido continua-la... Não estamos a falar de matar velhinhos, que desculpem-me mas de cada vez que ouço isso, soa-me sempre a ridículo e a desculpa esfarrapada, mas ok, são opiniões/crenças e eu respeito... Estamos sim, a falar de pessoas que, em consciência, decidem pôr fim à sua vida, porque já não faz sentido continuar, já não existem condições para continuar... É a própria pessoa que decide, porque cada um tem o direito de fazer as suas escolhas e não estamos a falar de vestir azul ou amarelo, estamos a falar de querer ou não seguir com uma vida de sofrimento... E não é feito de forma leviana, o pedido é feito, avaliado e "aprovado"... Por isso minha gente, concordem ou não, é evolução e na minha forma de ver, são boas notícias...
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